Quando entrei no projeto de SSO, o motor de autenticação biométrica existente não tinha documentação, não tinha testes, e o autor original já tinha saído da empresa há tempos. Eram 800 linhas de código legado conectadas a um WebSocket e a um punhado de endpoints de API que ninguém conseguia explicar.
Por onde comecei
Em vez de chutar, tratei aquilo como uma investigação:
- Rastreei cada mensagem do WebSocket para entender o handshake entre o cliente e o dispositivo biométrico.
- Logei cada chamada HTTP de saída para reconstruir a superfície de API sem especificação.
- Comparei o comportamento entre os fluxos de digital e reconhecimento facial, já que compartilhavam caminhos de código de formas que não eram óbvias pela estrutura.
O que encontrei
Algumas coisas chamaram atenção imediatamente: senhas eram tratadas de um jeito que não passaria numa revisão de segurança hoje, e a lógica de retentativa para leituras falhas praticamente não existia — uma leitura falha simplesmente parecia um travamento para quem estava usando.
O resultado
Mapear o sistema por completo foi o que viabilizou a nova implementação em .NET com CQRS. Finalmente conseguimos separar "o que esse sistema faz" de "como esse arquivo de 800 linhas faz isso", e reconstruir a interface de autenticação em React com estados de erro reais, lógica de retentativa e, pela primeira vez, uma especificação Swagger documentada para todo o fluxo.
A lição que ficou comigo: código legado sem documentação não é uma parede, é um quebra-cabeça. Só precisa de um método pra desmontar com segurança.
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